O tráfico de seres humanos é uma realidade com um impacto económico comparável ao do tráfico de armas e de droga. Estima-se que por ano sejam traficadas milhões de pessoas em todo o mundo.
 
Portugal não está imune a este fenómeno que acarreta consigo um conjunto de causas e consequências problemáticas: o crime organizado, a exploração sexual e laboral (entre outras formas), as assimetrias endémicas entre os países mais desenvolvidos e os mais carenciados, questões de género e de Direitos Humanos, quebra de suportes familiares e comunitários.
 
Para lá da reconhecida abrangência do fenómeno, são identificados grupos que apresentam uma maior vulnerabilidade à situação de tráfico tais como as mulheres e as crianças. Para tanto contribui a crescente feminização da pobreza que propicia situações de exploração. No caso das crianças, o fenómeno constitui o mais vil atentado ao direito a crescer livre e num ambiente protegido e acolhedor.
 
De acordo com definições internacionais, europeias e segundo a lei nacional, o tráfico de seres humanos (ou tráfico de pessoas) é definido como:
 
AÇÃO MEIO ​OBJETIVO

 

  

=

TRÁFICO DE PESSOAS​

 

 

 Oferecer

Entregar

Recrutar

Aliciar

Aceitar

Transportar

Alojar

Acolher

 

 ​Violência

Rapto

Ameaça grave

Ardil ou manobra fraudulenta

Abuso de autoridade

Aproveitando-se de incapacidade psíquica ou de situação de especial vulnerabilidade

 

 ​Exploração Sexual

Exploração do Trabalho

Mendicidade forçada

Escravidão

Extração de Órgãos

Atividades criminosas

 
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